Pesquisas
O Brasil desenvolve, hoje, o maior programa mundial de pesquisas
em café. Avanços significativos da cafeicultura brasileira em anos
recentes, como o crescimento da produtividade, estão relacionados a
pesados investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Pesquisas em
áreas importantes como melhoramento genético, biotecnologia e
manejo de pragas são desenvolvidas anualmente pelo Consórcio Pesquisa
Café, rede integrada de instituições brasileiras de
pesquisa.
O Consórcio Pesquisa
Café, gerenciado pela Embrapa, surgiu em 1997 da necessidade de
reunir em um organismo único o planejamento e a execução de
trabalhos e estudos relativos a café, que eram desenvolvidos por
diversas instituições no Brasil. O Consórcio é composto atualmente
por mais de 50 instituições de pesquisa e extensão rural e
universidades, estrategicamente localizadas nas principais regiões
produtoras de café do país. O Consórcio Pesquisa Café é hoje
referência mundial em seu campo de atuação. Seu modelo de gestão
incentiva a interação entre as instituições e a união de recursos
humanos, físicos, financeiros e materiais, que permitem elaborar
projetos inovadores.
O trabalho do Consórcio resultou, nos últimos anos, na criação de
cultivares de cafés Arábica e Conilon com características
distintas, adaptadas aos riscos climáticos e resistentes a pragas e
doenças; no quase completo seqüenciamento do genoma do café; em
estudos de geoprocessamento, e diversos outros projetos referentes
ao manejo da lavoura cafeeira e à colheita e pós-colheita do café.
São estudos desenvolvidos em todas as áreas de interesse do
agronegócio café, que colaboram para o aumento da competitividade
da produção brasileira.
As pesquisas em café desenvolvidas no Brasil têm por objetivo
ampliar a base de conhecimento do setor, gerando informações e
novas tecnologias para a produção, a indústria, as universidades e
demais instituições, de modo a promover a sustentabilidade
econômica da atividade cafeeira, com responsabilidade social e
ambiental.
Projeto Genoma Café
Um exemplo do pioneirismo brasileiro é o Projeto Genoma Café, criado em 2002 pela Embrapa com a participação das instituições do Consórcio Pesquisa Café. O Projeto resultou na construção de um banco de dados com mais de 200 mil seqüências de DNA, o que permitiu a identificação de mais de 30 mil genes responsáveis pelos diversos mecanismos fisiológicos de crescimento e desenvolvimento do cafeeiro.
Saiba mais sobre esta pesquisa.Estresse Hídrico
O Brasil, por meio de pesquisa conjunta das unidades Cerrados e Café da Embrapa, descobriu que a condução do cafezal nas áreas de cerrado, com a aplicação de estresse hídrico, oferece menores custos e mais produtividade e qualidade. Essa tecnologia deve ser utilizada na estação seca, permitindo a sincronização no desenvolvimento dos botões florais, o que gera frutos uniformes. Os estudos apontaram crescimento de 13 sacas por hectares na produtividade e economia de 33% em custos com água e energia elétrica, além de menores gastos na colheita.
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